Cuidados com a superfície ocular evitam problemas como a conjuntivite e olho seco

Postado em: 13/06/2016 ás 9:43 AM / Categorias: Notícias / Nenhum Comentário /

As doenças externas oculares são bastante recorrentes, pois os fatores que as desencadeiam estão presentes no cotidiano da população. Contato direto com agentes irritantes e a exposição excessiva a um ambiente desfavorável à saúde ocular são alguns dos motivos para o surgimento de doenças como conjuntivites, alergias oculares, blefarites, síndrome do olho seco, dentre outras.

A superfície ocular é bastante sensível e está em contato direto com o ambiente externo, logo merece cuidados especiais para que não sofra com alterações. “Se por algum motivo essa superfície sofrer uma agressão, afetando as estruturas externas oculares, como a conjuntiva, córnea, pálpebras e cílios pode-se, a partir daí, desenvolver as conhecidas doenças externas oculares”, explica o oftalmologista Dr. Mauro Oliveira.

Uma das doenças externas mais populares é a conjuntivite, que pode ser infecciosa ou não infecciosa e acontece quando a conjuntiva (mucosa que recobre a parte branca do olho) sofre uma agressão, geralmente, causada por algum agente externo, produtos químicos, entre outros. Os principais sintomas da conjuntivite são a irritação e vermelhidão ocular, sensação incômoda no olho, secreções, e em alguns casos uma baixa visual. A conjuntivite do tipo viral costuma ser altamente contagiosa nos primeiros dias da doença.

HOFV - Dr. Mauro Oliveira

Dr. Mauro Oliveira explica que as doenças externas oculares são bastante recorrentes, contudo visitas ao oftalmologista tratam esses problemas.

“Outro problema cada vez mais comum é o olho seco, que se caracteriza pela deficiência de lágrima, seja pela baixa produção lacrimal ou aumento da velocidade da sua evaporação. Temperaturas elevadas e a exposição excessiva ao ambiente de baixa umidade, como locais com ar-condicionado, são causas frequentes para o aparecimento dessa doença. Além disso, o uso de certos medicamentos, como por exemplo, tranquilizantes e pílulas anticoncepcionais; faixa etária acima de 40 anos, frequência reduzida do piscar e alterações imunológicas também podem contribuir para o surgimento, manutenção ou agravamento da enfermidade”, destacou o especialista.

As pálpebras, região que cobre e protege o olho, também estão suscetíveis as agressões. Embora tenha motivos variados, a proliferação exagerada de bactérias no local é uma das principais causas da inflamação palpebral ou margem palpebral conhecida como blefarite. Trata-se de uma doença crônica que se caracteriza por em certos momentos não apresentar sintomas, e em outros, ter agravamento, causando irritação ocular, redução na qualidade da lágrima e, às vezes, lesões corneanas associadas. Com o passar dos anos, se a doença não for tratada, pode haver alterações nas pálpebras e córneas e até mesmo mudança no posicionamento dos cílios.

Prevenção e tratamento

Cuidados básicos de higienização e visitas periódicas ao oftalmologista previnem muitos problemas, mas se for detectada a presença de alguma doença externa ocular, o tratamento poderá ser realizado por meio de medicação específica como colírios e antibióticos, higiene ocular ou ainda intervenção cirúrgica. Quaisquer desses tratamentos só podem ser indicados por especialistas que analisam a melhor opção para cada caso.

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