Estrabismo pode surgir na fase adulta em decorrência de doenças neurológicas

Postado em: 04/01/2018 ás 3:39 PM / Categorias: Notícias / Nenhum Comentário /

O estrabismo trata-se de um desequilíbrio na função dos músculos oculares, com isso existe a dificuldade para que os olhos fiquem paralelos. Também conhecido como vesgueira, o estrabismo pode se manifestar de três formas. O convergente, que é mais comum e se caracteriza pelo desvio de um dos olhos para dentro, na direção do nariz; o divergente, onde o desvio é para fora; e por fim o estrabismo vertical, quando um olho fica mais alto ou mais baixo em relação ao outro.

A maioria dos casos de estrabismo iniciam ainda na infância, contudo, também podem ocorrer durante a vida adulta, em decorrência de diversos fatores como doenças metabólicas ou neurológicas. Diabetes, Acidente Vascular Cerebral – AVC, acidentes automobilísticos ou pancadas na cabeça podem desencadear o problema.

Sintomas e tratamento

Na maioria dos casos, os pacientes estrábicos são assintomáticos; porém em alguns tipos são apresentadas dores de cabeça, dor nos olhos e sonolência durante as tarefas visuais, além da queixa de visão dupla.

O acompanhamento do especialista é fundamental tanto no diagnóstico como no tratamento. Segundo o oftalmologista, Rubens Amorim, “Os tratamentos podem ser feitos através do uso de óculos, para corrigir o desvio. Pode ser usado também uma neurotoxina, chamada toxina botulínica, que bloqueia a chegada dos impulsos nervosos ao músculo, causando uma paralisia temporária e o alinhamento dos olhos, além da possibilidade de uma intervenção cirúrgica ou aplicação de botox, contudo o resultado vai variar de acordo com a forma que a doença foi adquirida, uma vez que o estrabismo adquirido resulta em visão dupla e as intervenções realizadas terão resultados estéticos, assim como melhora da visão, destaca o especialista.

O diagnóstico do estrabismo que surge na fase adulta ou até mesmo em crianças, de aparecimento súbito, merece uma investigação mais minuciosa devido ao risco associado a doenças sistêmicas mais graves. “Muitas vezes o primeiro sinal de uma doença neurológica ou metabólica pode ser o aparecimento súbito de alguns dos tipos de estrabismo, o que leva o paciente a buscar avaliação oftalmológica”, finaliza Dr. Rubens Amorim.

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