Junho Violeta faz alerta sobre ceratocone

Postado em: 02/06/2020 ás 8:56 AM / Categorias: Notícias / Nenhum Comentário /

Coçar ou esfregar os olhos são fatores que podem provocar uma piora na doença

Neste mês acontece em todo o país a campanha Junho Violeta voltada à conscientização do ceratocone. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), uma a cada 2 mil pessoas no Brasil sofre com a doença.

O ceratocone é uma doença degenerativa que afeta a córnea. Ela causa uma deformidade na córnea que passa a ter um formato irregular e mais fina. Hábitos como coçar ou esfregar os olhos de maneira frequente são fatores de risco para a doença, principalmente em casos recorrentes na família.

“Os sintomas são dificuldade para enxergar e sensibilidade a luz. Além disso, pacientes com a doença tem alterações frequentes no grau dos óculos, normalmente dos graus de astigmatismo e miopia”, explica o oftalmologista Artur Pereira Filho.

A doença costuma iniciar em jovens na faixa etária entre 13 a 18 anos com a tendência a se estabilizar por volta dos 30 anos. “O surgimento é comum na puberdade sendo a progressão variável dependendo de cada caso e de fatores externos, explica o especialista.

A ceratocone não tem cura, porém se diagnosticada precocemente existe tratamento. “Em estágio inicial o indicado é o uso de óculos ou lentes de contato para correção da visão. Nos casos moderados e mais avançados pode ser necessário tratamento cirúrgico conhecido como crosslinking de colágeno. Nesse método é realizado uma aplicação de medicamento associado a raios ultravioletas que ajudam para que as fibras de colágeno da córnea se aproximem e fiquem mais fortes, diminuindo as chances de progressão da doença”, relata.

Artur Filho ainda alerta que nos casos mais avançados, ou quando surgem complicações da doença, existem outros procedimentos cirúrgicos que podem serem feitos para melhorar a qualidade de visão dos pacientes.

O Junho Violeta ressalta a importância da realização de exames periódicos para um diagnóstico precoce e início do tratamento. “Todos devem ficar atentos ao surgimento de alterações na visão, principalmente os pais de adolescentes, e procurar um oftalmologista. Além disso, evitar esfregar os olhos com frequência, para evitar o aparecimento da doença”, recomenda.

A doença também pode estar relacionada a enfermidades sistêmicas como as síndromes de Down, Turner, Ehlers-Danlos, Marfan, além de atopias, osteogênese imperfeita e prolapso da válvula mitral.

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