Sarampo transmitido pela placenta pode cegar o bebê

Postado em: 27/08/2019 ás 11:38 AM / Categorias: Notícias / Nenhum Comentário /

Apesar do vírus do sarampo ter sido eliminado do país em 2016, o Brasil hoje enfrenta um surto da doença. Isso se deve em parte porque algumas pessoas ainda acreditam que as vacinas podem fazer mal à saúde. Além disso, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil figura entre os países com menor orçamento para a área.

O sarampo é uma doença perigosa e traz graves consequências para a visão dos bebês, podendo levar à cegueira. “As sequelas acontecem durante a gravidez, quando o vírus é transmitido ao feto através da placenta. Nesses casos o bebê nasce com catarata congênita, doença que responde por 4 em cada 10 casos de perda da visão na infância”, alerta o oftalmologista Tony Cantanhede.

O especialista acrescenta que entre crianças ou idosos as características da catarata são iguais. “O cristalino do olho fica opaco e impede que as imagens cheguem à retina, levando à cegueira se não for tratada. No caso de catarata congênita a visão está em desenvolvimento e a falta de diagnóstico logo no início da vida pode ocasionar outras doenças como ambliopia ou olho preguiçoso. Isso acontece quando só um olho é atingido pela catarata, e faz com que o esforço visual para enxergar com o olho de melhor visão anule o desenvolvimento do outro”, explica Dr. Tony.

A catarata congênita ainda pode acarretar outras alterações na visão como o nistagmo, que são os movimentos não coordenados dos olhos, o estrabismo, fotofobia e dificuldade de fixação dos olhos.

Mulheres em idade fértil devem procurar a imunização através das vacinas.

 

O oftalmologista ressalta que o diagnóstico da catarata congênita é feito por meio do teste do olhinho, que deve ser realizado logo que o bebê nasce. “A recomendação aos pais é checar se o recém-nascido passou pelo exame na maternidade”, recomenda.

Nos casos do diagnóstico da doença o tratamento é feito com a cirurgia de implante de uma lente intraocular que substitui o cristalino opaco. “O procedimento é recomendado quando o bebê completa três meses. Isso porque proporciona melhor recuperação da função. Após a cirurgia é necessário estimular o desenvolvimento da visão e ter acompanhamento com um oftalmologista”, destaca Dr. Tony Cantanhede.

A prevenção ainda é o mais indicado para as gestantes. O oftalmologista afirma que o único remédio para o sarampo é a vacina. “Mulheres em idade fértil devem procurar a imunização que é feita ao tomar as duas doses de vacina no intervalo de um mês. Com a vacina é possível evitar consequências graves para os bebês”, pontua.

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