Transplante de córnea é o mais realizado no Brasil e o de maior sucesso

Postado em: 27/09/2019 ás 8:23 AM / Categorias: Notícias / Nenhum Comentário /

Nesta sexta-feira, dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. O principal objetivo da data é conscientizar a população em geral sobre a importância de ser doador de órgãos e ajudar milhares de pessoas que lutam para salvar as suas vidas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Segundo informações da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, entre janeiro e março de 2019, foram feitos mais de seis mil transplantes no país.

O oftalmologista Mateus Vilar explica que o transplante de córnea é uma cirurgia que substitui a córnea doente por outra saudável. “O procedimento é indicado em casos de: ceratocone, uma doença congênita caracterizada pelo afinamento e encurvamento progressivos da córnea; edemas da córnea causados por doenças congênitas e complicações após cirurgias intraoculares; traumatismos oculares e também doenças metabólicas ou degenerações de origem desconhecida”, explica o especialista.

Permita que outras pessoas possam ver a vida com bons olhos.

Apesar do transplante desse órgão ser o mais realizado no mundo e também o de maior sucesso, existem risco de rejeição. “Como em todo transplante de órgão há risco de rejeição. Mas, no caso da córnea não representa risco iminente de vida como no transplante de coração, por exemplo. Muitas vezes é possível controlar essa rejeição com colírios e tratamento sistêmico”, alerta Dr. Mateus Vilar.

Quem pode ser doador

O oftalmologista destaca que após o falecimento, todas as pessoas são potenciais doadores. Porém, é realizada uma análise sobre a causa da morte com a idade e se a família autoriza a doação. “Hoje de acordo com a legislação, a idade para ser doador é o limite entre dois e 80 anos. Para isso, o doador de córnea deve manifestar o interesse e informar a família. Após a morte, os familiares devem comunicar o médico responsável para que sejam tomados os procedimentos necessários”, ressalta.

A cirurgia de Transplante de Córnea é feita em centro cirúrgico de clínicas e hospitais. Em Teresina, o Hospital de Olhos Francisco Vilar é um dos credenciados e cadastrados no Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e na Central de Transplantes do Piauí.

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, não há nenhuma declaração válida ou necessária para que a pessoa se torne doadora de órgãos. Também não existe um cadastro de doadores de órgãos. As declarações nos documentos de identidade e carteiras de habilitação e carteirinhas de doador não são mais válidas.

A única forma de ser um doador pós-morte é expressar o desejo, em vida, com os familiares. Isso é necessário porque só eles devem e podem autorizar a doação em caso de morte encefálica. A família precisa estar ciente que o paciente quer doar seus órgãos e/ou tecidos.

Nos casos da doação de órgãos em vida, à pessoa juridicamente capaz pode dispor gratuitamente de tecidos, órgãos e partes do próprio corpo vivo, para fins terapêuticos ou para transplantes em cônjuge ou parentes consanguíneos até o quarto grau. Para qualquer outra pessoa, somente mediante avaliação em Comissão de Ética do hospital e autorização judicial, onde seja comprovada estreita relação, exceto quando se trata de doação de medula óssea.

A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos revela que hoje ainda existem 33.984 pacientes ativos na lista de espera por um órgão. Na lista pediátrica são 660. Por isso, a importância da conscientização da população sobre a doação de órgãos.

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